Existe o lugar apropriado para tudo, um lugar para receber visitas, o lugar para ganhar um carinho do namorado, lugar para dar uma paqueradinha básica, até para tomar um chá com bolo junto dos colegas, existe ainda o lugar onde você pode qualquer coisa a qual sua mente se permita imaginar.
Mas está acontecendo uma distorção da realidade no que tange as relações de postura no ambiente de trabalho. Mesmo com varias ações para que este local se torne mais humanizado, não podemos fugir do papel ao qual nós nos propomos realizar no início, o de vendedor, aquele que vende sua força de trabalho física e intelectual de modo a atuar como o profissional que detém o conhecimento técnico,tem boa vontade e alegria, no nosso caso sugere alternativas de vestuário para ocasiões especiais, vende conforto, praticidade e qualidade, tem o discernimento do item mais adequado, dá dicas, escuta, escuta e escuta, mas também fala o que o CLIENTE DESEJA escutar.
O cliente, este sim é o centro da cena, as vezes carente, outra hora autoritário, num passo amoroso, também a pessoa mais sensível do mundo, loucos e todos tipos de seres humanos quantos possam existir, estes compradores estão no seu momento de serem servidos, atendidos, paparicados. Sensação que podemos nos dar ao luxo de desfrutar também, mas quando estivermos na posição de servidos.
Estes momentos em que permitimos que o lado emocional e a sensibilidade se mesclem ao que deveria ser nosso trabalho, e de alguma forma acabem interferindo, digo em resultados e também execução de procedimentos, neste exato momento é que devemos parar e repensar, refazer as estratégias, identificar o que nos atinge, nos armarmos e tornarmos mais fortes, mais PROFISSIONAIS, para que possamos superar os desafios que ainda estão por vir, adquirirmos maior autoconfiança, e não menos importante otimizar o retorno financeiro, que deveria ter um peso bem expressivo na definição de nossas metas pessoais, pois o saldo do vendedor é diretamente proporcional a sua produção em números e garantido pelas boas práticas de trabalho.
Isso tudo é tão óbvio e ao mesmo tempo tão fácil de ser esquecido, pulverizado na névoa do cotidiano, que tomar posse dessa situação, exige sensibilidade e maturidade, pois precisamos perceber o mundo a nossa volta, lidar com todos os tipos de pessoas, nos mais diferentes tipos de posições sociais e hierárquicas não permitindo que suas particularidades e comportamentos interfiram em nosso mundo profissional negativamente, para isso devemos executar as nossas tarefas do modo esperado SEMPRE, evitar ao máximo se contaminar com estas situações, filtrando-as, reafirmando as boas práticas e deletando o que não serve, aperfeiçoar a técnica exige uma visão fria. Inclusive para que não comece afetar a vida pessoal.
DEVEMOS SIM dissociar o mundo pessoal do profissional, e NUNCA exercer a atividade laboral expressando ou externando sensações negativas, momentos de euforia ou qualquer outra postura fora do padrão esperado pelo cliente e /ou permitido pela marca.
Hoje somos promotores de vendas profissionais, por escolha ou circunstância, chegou a hora de promovê-las, quais serão nossas novas táticas? Quais usamos anteriormente e deram certo? Como assumiremos nosso papel e de que forma o tornaremos prazeroso enquanto executado? O que faremos para ser ainda melhores?
E a resposta mais adequada para cada um, está dentro de si mesmo, ninguém melhor para conhecer nossos medos e nossos potenciais do que nós mesmos.
Pensar, Planejar, Executar, Avaliar, Repensar, Replanejar, Executar novamente, Reavaliar, Repensar... Corrigindo sempre que possível (e isto é necessário). Entregando-se a função com amor, quebrando as barreiras e limites pessoais, definindo e perseguindo nossas metas individuais e coletivas, conseguiremos ser melhores. A boa prática leva a perfeição.
Pessoas melhores. Não só o comercio precisa disso, o mundo agradece.
Caros leitores, trabalhadores do comercio varejista, se atentem aos pequenos detalhes, eles fazem toda a diferença, se desenvolvam e cresçam como profissionais.
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