sábado, 18 de outubro de 2014

Por trabalhadores que possam viver alem dos muros de nossas empresas

Um olhar sobre as relações de trabalho
Com base em vivencias, experimentações e observações do cotidiano, organização e atividades no interior de empresas discorro e discurso sobre vários temas vislumbrando uma maior qualidade, produtividade e interação no ambiente profissional, visando um crescimento substancial, com propostas modernas, nada desconhecidas, mas negligenciadas no dia-a-dia.
Trago o foco e atenção a esses eventos para a responsabilidade do gestor, seja ele proprietário, funcionário público ou privado, de uma pequena ou grande equipe. Baseio estes comentários em proposições e noções de bom senso, respeito, justiça e igualdade.
O grande problema da atualidade é a falta de limites ou a não visualização deles, interferindo e misturando vida pessoal com vida profissional, identifico a inocência, o despreparo e a própria maldade como alicerces destas praticas.
Divido e dirijo este texto todos colegas gestores  na dificílima e exigente tarefa de mediar as relações profissionais de uma ou mais equipes.

Dissociação das esferas pessoais e profissionais na vida do trabalhador
Um grande erro das empresas esta em acharem que estão otimizando e aumentando a produção fazendo com que os funcionários trabalhem durante longas jornadas e dediquem-se exclusivamente ao emprego, assim gerando os conhecidos "funcionários que vestem a camiseta", sonho de muitos empregadores, supervisores e gerentes. 
Atentem-se, este pode ser o seu maior tiro no pé. Esta não é uma regra e alguns detalhes devem ser analisados.
A empresa não precisa interagir diretamente com a vida pessoal do funcionário, mas deve propiciar espaços entre jornadas para que eles possam vivenciar estes momentos regularmente: como atividades esportivas, estudos, momentos em família e amigos, viagens, entre tantos.
Caso a empresa consiga saudavelmente mediar momentos do tipo, um diferencial muito positivo nas relações pode ser desencadeado, temos por exemplos confraternizações em datas comemorativas do calendário ou internas, eventos esportivos, creches, cursos estendidos as famílias dos colaboradores, existem milhares de possibilidades. Nunca deixando de observar sempre se a estrutura tanto física quanto comportamental da empresa comporta.
Mesmo com tudo isso sendo oferecido, a empresa não deve invadir com grande impacto a vida pessoal, deve realmente estar disposta em essência a agregar. O meio termo deve haver, pois pode ser também retirada grande parcela da vida pessoal com atividades em demasia. Nunca torne a empresa o único mundo do funcionário.
Essas atividades também não devem nunca ter por objetivo especulação nem interferência. Existe uma barreira que não deve ser ultrapassada.
Quando o espaço pessoal for invadido, naturalmente e instintivamente ele começa a estabelecer-se concomitante aos que permanecem.
Relacionamentos entre funcionários, tanto amorosos quanto de amizade podem acontecer em qualquer momento, não devem ser incentivados tampouco criticados. Mas este evento pode ser um sinal de alerta, uma possível invasão de territórios.
Observe, se os momentos são respeitados, um relacionamento não deve interferir em nada na produção, inclusive deverá agregar. O mais importante, os gestores devem ser qualificados para manter sempre o nível profissional no ambiente de trabalho, mesmo que eles sejam uma, as duas ou mais partes envolvidas.
Relações externas não devem trazer privilégios, diferenças ou qualquer outra interferência, assim como posicionamentos, desentendimentos habituais (sim, desentendimentos, se mediados e bem trabalhados pelos gestores podem ter um impacto muito positivo, discussão de idéias é saudável e pode trazer novidades) e hierarquias não devem valer fora deste ambiente.


Determinadas empresas no momento de crescimento ou manutenção em tempos de crise acabam tendo um baixo poder de investimento e utilizam de extra carga de trabalho para segurar-se, mas quando as somas dessas horas extras tem por resultado uma quantidade próxima da jornada de um funcionário, certamente um novo funcionário deve ser contratado.
Os funcionários devem ter dissociadas e incentivadas as atividades tanto nas esferas profissionais quanto pessoais.
 Em algum momento é claro o gestor se obrigará a aconselhar o pessoal de um funcionário a pedido, em uma situação difícil, o que considero enormemente valido e valioso, o que torna tão importante a gestão, mas pelo tamanho peso da tarefa que volto a enfatizar a importância da busca pelo preparo por parte do gestor, que deve utilizar-se do conhecimento de profissionais da área das relações humanas, psicólogos, pedagogos diretamente quando houver a possibilidade ou então a leitura de textos especializados em qualquer que seja o assunto. O que não podemos hoje em dia é nos eximir de ajudar e nem ajudar de forma preconceituosa ou discriminatória, muito menos cobrar mais a frente pelo conselho ou o que for. O profissionalismo é a prioridade, fujamos do “gerente bonzinho” e procuremos uma parceria por adesão, inspiração e confiança no âmbito profissional. Sejamos retos e inspiradores, que os colaboradores almejem um dia ser como nós.
No momento em que o funcionário viver sua vida com mais atividades em todas as esferas, a confusão fica mais difícil. O ambiente profissional passa a ser e também exigir um comportamento mais profissional.
Enfim, valorize tanto o vivencia profissional quanto a pessoal dos funcionários, exija trabalho extra quando ele for necessário, flexibilize quando possível, tenha e exija postura, seja correto. Permita a todos viver, experimentar e aproveitar o mundo, trabalho é importante mas não é tudo.

Funcionários que vestem a camiseta
Porque um funcionário vestiria uma camiseta?
É muito confortável para um gestor ter um funcionário que veste a camiseta, como palestram muitos entusiastas. Mas existe uma exigência enorme para receber este título, um esforço sobre-humano, por um título que se desfaz e as vezes nunca se recupera de um primeiro tropeço. Carreira moldada arduamente a suor e sangue, pois todos tem seus leões diários a matar, nunca deixe de valorizar o simples esforço.
Acredito que devam ser exigidas certas responsabilidades e posturas destes, mas não devemos nos aproveitar, e  utilizar-se disto, pois pode haver uma sobrecarga, o desestímulo, o sufocamento. Não abuse da boa vontade das pessoas, não iluda e não force atitudes que não são inerentes de cada um.
Acredito que a empresa deve ser vestida como camiseta, no dia em que ela se tornar uma camiseta a ser vestida, que de orgulho, que proteja e que seja confortável.

Gerente bonzinho
O que é um gerente bonzinho?
Muitas vezes na tentativa de ser político com todos os lados, o gestor se perde, e perde todo poder com a equipe. O bonzinho deve ser substituído pelo ideal. Não simplesmente o ideal para o cargo, mas aquele almejado e idealizado como um referencial pelos demais.
Acredite, o bom é o justo, é o reto, por mais que temporariamente não seja tão claro, estas são as características que vingam no final. Não tome atalhos perigosos.
Seja o melhor gestor possível no seu momento gestor, prepare-se para isto, exija tempo e experiências que te impulsionem neste objetivo, seja objetivo, tenha objetivos, busque estes objetivos, realize estes objetivos.
Caso não haja a disponibilidade, a intenção, a procura pela melhora, por parte de um gestor, claramente existe a necessidade de reavaliação, pois quando for realmente motivador existe o esforço e a busca pela excelência. Quando não existir esta motivação interna está na hora de procurar o que realmente motiva. “O que me move”.

Visualização das necessidades da empresa x atribuição de cada cargo
O que cada um pode e deve fazer?
Em posse de todas estas informações, valendo-se de práticas extremante profissionais, começa-se a desenvolver uma equipe que corresponda as expectativas e inclusive possam surpreender.
Um gerente pode e deve abastecer as prateleiras de um mercado, um operador de caixa pode retirar o lixo, um operador de equipamentos pode varrer o chão, sendo observada a falta de uma pessoa que o faça ou a saturação da mesma, desde que haja o espaço e sem prejuízos na jornada do funcionário que será deslocado e também a necessidade para o prosseguimento da operação como um todo.
Desde sempre deve ser ressaltada a importância do grupo, e o bom senso. Neste caso, a orientação acertiva novamente recai ao gestor.

Produtividade x Remuneração
É necessário um patamar substancial de remuneração, uma outra fonte de renda atrelado a algum objetivo específico e temporário dentro da mesma, para manter um funcionário em alguma empresa em específico.
Nome e marca de prestígio no mercado, patrões bonzinhos, enfim, o objetivo final de qualquer trabalhador assalariado é o salário, ou deveria ser.
Limitações servem para pessoas limitadas. Desafie com propostas lucrativas para ambos, simplesmente aumentar comissão nem sempre pode ter o retorno esperado. Desafios tem de serem realmente desafiadores, com possibilidades reais de atingimento, repito para os que somente passaram os olhos no texto e não assimilaram POSSIBILIDADES REAIS DE ATINGIMENTO, e terem como retorno um bom retorno. Fora a brincadeira com as palavras, a idéia é enfatizar a simplicidade da relação “desafios possíveis com retorno interessante”. Devem existir os incentivos em momentos de safras, mas deve existir um diferencial, nem tão grandioso, e com um retorno simplesmente bom e seguro,  que segure o empregado ao seu lado como empresa no que resta do ano, e que este não se venda por mais dois reais por dia no vale alimentação a outra empresa. Retorno, é dinheiro, é beneficio, que ponha comida na mesa e que possibilite desfrutar da vida em todas as esferas.

Não esqueça de si próprio
“Sua vida profissional esta começando a decolar quando sua vida pessoal deixa de existir” idéia proposta no filme “O Diabo veste Prada”.
Não carregue loja nas costas, não tampe furos, de o máximo de si, mas não invada e nem perca sua vida. Seja feliz no que faz, tenha gosto pelo que faz, viva.
A idéia de uma equipe bem dirigida só é atribuída aquele gestor que dirige a si como equipe, em conjunto com os demais.

Conclusão
Do mais simples mercadinho de esquina a maior rede de atacados, o que queremos e encontrar o que procuramos como clientes em nosso momento cliente, entrar em um lugar agradável, ter atendidos os nossos desejos.
A boa vontade, o interesse, a realização com excelência dos serviços só será encontrada quando quem realiza tem gosto em realizar, - acabo sempre tendenciando para o comercio, mas estes princípios valem para todas relações de serviço – cabe a nos gestores e patrões buscar o melhor de nossas empresas, apostando nas relações, essa via que é sempre de mão dupla.
Então preservemos a vida dos nossos trabalhadores, e permitamos que eles possam viver fora dos limites da nossa empresa.


Como assumiremos nosso papel profissional e de que forma o tornaremos prazeroso enquanto executado?

Texto direcionado a vendedores do comercio varejista:


Existe o lugar apropriado para tudo, um lugar para receber visitas, o lugar para ganhar um carinho do namorado, lugar para dar uma paqueradinha básica, até para tomar um chá com bolo junto dos colegas, existe ainda o lugar onde você pode qualquer coisa a qual sua mente se permita imaginar.
Mas está acontecendo uma distorção da realidade no que tange as relações de postura no ambiente de trabalho. Mesmo com varias ações para que este local se torne mais humanizado, não podemos fugir do papel ao qual nós nos propomos realizar no início, o de vendedor, aquele que vende sua força de trabalho física e intelectual de modo a atuar como o profissional que detém o conhecimento técnico,tem boa vontade e alegria, no nosso caso sugere alternativas de vestuário para ocasiões especiais, vende conforto, praticidade e qualidade, tem o discernimento do item mais adequado, dá dicas, escuta, escuta e escuta, mas também fala o que o CLIENTE DESEJA escutar.
O cliente, este sim é o centro da cena, as vezes carente, outra hora autoritário, num passo amoroso, também a pessoa mais sensível do mundo, loucos e todos tipos de seres humanos quantos possam existir, estes compradores estão no seu momento de serem servidos, atendidos, paparicados. Sensação que podemos nos dar ao luxo de desfrutar também, mas quando estivermos na posição de servidos.
Estes momentos em que permitimos que o lado emocional e a sensibilidade se mesclem ao que deveria ser nosso trabalho, e de alguma forma acabem interferindo, digo em resultados e também execução de procedimentos, neste exato momento é que devemos parar e repensar, refazer as estratégias, identificar o que nos atinge, nos armarmos e tornarmos mais fortes, mais PROFISSIONAIS, para que possamos superar os desafios que ainda estão por vir, adquirirmos maior autoconfiança, e não menos importante otimizar o retorno financeiro, que deveria ter um peso bem expressivo na definição de nossas metas pessoais, pois o saldo do vendedor é diretamente proporcional a sua produção em números e garantido pelas boas práticas de trabalho.
Isso tudo é tão óbvio e ao mesmo tempo tão fácil de ser esquecido, pulverizado na névoa do cotidiano, que tomar posse dessa situação, exige sensibilidade e maturidade, pois precisamos perceber o mundo a nossa volta, lidar com todos os tipos de pessoas, nos mais diferentes tipos de posições sociais e hierárquicas não permitindo que suas particularidades e comportamentos interfiram em nosso mundo profissional negativamente, para isso devemos executar as nossas tarefas do modo esperado SEMPRE, evitar ao máximo se contaminar com estas situações, filtrando-as, reafirmando as boas práticas e deletando o que não serve, aperfeiçoar a técnica exige uma visão fria. Inclusive para que não comece afetar a vida pessoal.
DEVEMOS SIM dissociar o mundo pessoal do profissional, e NUNCA exercer a atividade laboral expressando ou externando sensações negativas, momentos de euforia ou qualquer outra postura fora do padrão esperado pelo cliente e /ou permitido pela marca.
Hoje somos promotores de vendas profissionais, por escolha ou circunstância, chegou a hora de promovê-las, quais serão nossas novas táticas? Quais usamos anteriormente e deram certo? Como assumiremos nosso papel e de que forma o tornaremos prazeroso enquanto executado? O que faremos para ser ainda melhores?
E a resposta mais adequada para cada um, está dentro de si mesmo, ninguém melhor para conhecer nossos medos e nossos potenciais do que nós mesmos.
Pensar, Planejar, Executar, Avaliar, Repensar, Replanejar, Executar novamente, Reavaliar, Repensar... Corrigindo sempre que possível (e isto é necessário). Entregando-se a função com amor, quebrando as barreiras e limites pessoais, definindo e perseguindo nossas metas individuais e coletivas, conseguiremos ser melhores. A boa prática leva a perfeição.
Pessoas melhores. Não só o comercio precisa disso, o mundo agradece.

Caros leitores, trabalhadores do comercio varejista, se atentem aos pequenos detalhes, eles fazem toda a diferença, se desenvolvam e cresçam como profissionais.