Com base em vivencias, experimentações e observações do
cotidiano, organização e atividades no interior de empresas discorro e discurso
sobre vários temas vislumbrando uma maior qualidade, produtividade e interação
no ambiente profissional, visando um crescimento substancial, com propostas
modernas, nada desconhecidas, mas negligenciadas no dia-a-dia.
Trago o foco e atenção a esses eventos para a
responsabilidade do gestor, seja ele proprietário, funcionário público ou
privado, de uma pequena ou grande equipe. Baseio estes comentários em proposições
e noções de bom senso, respeito, justiça e igualdade.
O grande problema da atualidade é a falta de limites ou a não
visualização deles, interferindo e misturando vida pessoal com vida
profissional, identifico a inocência, o despreparo e a própria maldade como
alicerces destas praticas.
Divido e dirijo este texto todos colegas gestores na dificílima e exigente tarefa de mediar as relações
profissionais de uma ou mais equipes.
Dissociação das esferas pessoais e profissionais
na vida do trabalhador
Um grande erro das empresas esta em acharem que estão
otimizando e aumentando a produção fazendo com que os funcionários trabalhem
durante longas jornadas e dediquem-se exclusivamente ao emprego, assim gerando
os conhecidos "funcionários que vestem a camiseta", sonho de muitos
empregadores, supervisores e gerentes.
Atentem-se,
este pode ser o seu maior tiro no pé. Esta não é uma regra e alguns detalhes
devem ser analisados. A empresa não precisa interagir diretamente com a vida pessoal do funcionário, mas deve propiciar espaços entre jornadas para que eles possam vivenciar estes momentos regularmente: como atividades esportivas, estudos, momentos em família e amigos, viagens, entre tantos.
Caso a empresa consiga saudavelmente mediar momentos do tipo, um diferencial muito positivo nas relações pode ser desencadeado, temos por exemplos confraternizações em datas comemorativas do calendário ou internas, eventos esportivos, creches, cursos estendidos as famílias dos colaboradores, existem milhares de possibilidades. Nunca deixando de observar sempre se a estrutura tanto física quanto comportamental da empresa comporta.
Mesmo com tudo isso sendo oferecido, a empresa não deve invadir com grande impacto a vida pessoal, deve realmente estar disposta em essência a agregar. O meio termo deve haver, pois pode ser também retirada grande parcela da vida pessoal com atividades em demasia. Nunca torne a empresa o único mundo do funcionário.
Essas atividades também não devem nunca ter por objetivo especulação nem interferência. Existe uma barreira que não deve ser ultrapassada.
Quando o espaço pessoal for invadido, naturalmente e instintivamente ele começa a estabelecer-se concomitante aos que permanecem.
Relacionamentos entre funcionários, tanto amorosos quanto de amizade podem acontecer em qualquer momento, não devem ser incentivados tampouco criticados. Mas este evento pode ser um sinal de alerta, uma possível invasão de territórios.
Observe, se os momentos são respeitados, um relacionamento não deve interferir em nada na produção, inclusive deverá agregar. O mais importante, os gestores devem ser qualificados para manter sempre o nível profissional no ambiente de trabalho, mesmo que eles sejam uma, as duas ou mais partes envolvidas.
Relações externas não devem trazer privilégios, diferenças ou qualquer outra interferência, assim como posicionamentos, desentendimentos habituais (sim, desentendimentos, se mediados e bem trabalhados pelos gestores podem ter um impacto muito positivo, discussão de idéias é saudável e pode trazer novidades) e hierarquias não devem valer fora deste ambiente.
Determinadas empresas no momento de crescimento ou manutenção
em tempos de crise acabam tendo um baixo poder de investimento e utilizam de
extra carga de trabalho para segurar-se, mas quando as somas dessas horas
extras tem por resultado uma quantidade próxima da jornada de um funcionário,
certamente um novo funcionário deve ser contratado.
Os
funcionários devem ter dissociadas e
incentivadas as atividades tanto nas esferas profissionais quanto pessoais.
Em algum momento é
claro o gestor se obrigará a aconselhar o pessoal de um funcionário a pedido,
em uma situação difícil, o que considero enormemente valido e valioso, o que
torna tão importante a gestão, mas pelo tamanho peso da tarefa que volto a
enfatizar a importância da busca pelo preparo por parte do gestor, que deve
utilizar-se do conhecimento de profissionais da área das relações humanas, psicólogos,
pedagogos diretamente quando houver a possibilidade ou então a leitura de
textos especializados em qualquer que seja o assunto. O que não podemos hoje em
dia é nos eximir de ajudar e nem ajudar de forma preconceituosa ou
discriminatória, muito menos cobrar mais a frente pelo conselho ou o que for. O
profissionalismo é a prioridade, fujamos do “gerente bonzinho” e procuremos uma
parceria por adesão, inspiração e confiança no âmbito profissional. Sejamos
retos e inspiradores, que os colaboradores almejem um dia ser como nós.
No momento em que o funcionário viver sua vida com mais
atividades em todas as esferas, a confusão fica mais difícil. O ambiente
profissional passa a ser e também exigir um comportamento mais profissional.
Enfim, valorize tanto o vivencia profissional quanto a
pessoal dos funcionários, exija trabalho extra quando ele for necessário,
flexibilize quando possível, tenha e exija postura, seja correto. Permita a
todos viver, experimentar e aproveitar o mundo, trabalho é importante mas não é
tudo.
Funcionários que vestem a camiseta
Porque um funcionário vestiria uma camiseta?
É muito confortável para um gestor ter um funcionário que veste
a camiseta, como palestram muitos entusiastas. Mas existe uma exigência enorme
para receber este título, um esforço sobre-humano, por um título que se desfaz
e as vezes nunca se recupera de um primeiro tropeço. Carreira moldada
arduamente a suor e sangue, pois todos tem seus leões diários a matar, nunca
deixe de valorizar o simples esforço.
Acredito que devam ser exigidas certas responsabilidades e
posturas destes, mas não devemos nos aproveitar, e utilizar-se disto, pois pode haver uma sobrecarga,
o desestímulo, o sufocamento. Não abuse da boa vontade das pessoas, não iluda e
não force atitudes que não são inerentes de cada um.
Acredito que a empresa deve ser vestida como camiseta, no dia
em que ela se tornar uma camiseta a ser vestida, que de orgulho, que proteja e
que seja confortável.
Gerente bonzinho
O
que é um gerente bonzinho?
Muitas
vezes na tentativa de ser político com todos os lados, o gestor se perde, e
perde todo poder com a equipe. O bonzinho deve ser substituído pelo ideal. Não
simplesmente o ideal para o cargo, mas aquele almejado e idealizado como um referencial
pelos demais.
Acredite,
o bom é o justo, é o reto, por mais que temporariamente não seja tão claro, estas
são as características que vingam no final. Não tome atalhos perigosos.
Seja
o melhor gestor possível no seu momento gestor, prepare-se para isto, exija
tempo e experiências que te impulsionem neste objetivo, seja objetivo, tenha
objetivos, busque estes objetivos, realize estes objetivos.
Caso
não haja a disponibilidade, a intenção, a procura pela melhora, por parte de um
gestor, claramente existe a necessidade de reavaliação, pois quando for
realmente motivador existe o esforço e a busca pela excelência. Quando não
existir esta motivação interna está na hora de procurar o que realmente motiva.
“O que me move”.
Visualização
das necessidades da empresa x atribuição de cada cargo
O que cada um pode e deve fazer?
Em posse de todas estas
informações, valendo-se de práticas extremante profissionais, começa-se a
desenvolver uma equipe que corresponda as expectativas e inclusive possam
surpreender.
Um gerente pode e deve abastecer
as prateleiras de um mercado, um operador de caixa pode retirar o lixo, um
operador de equipamentos pode varrer o chão, sendo observada a falta de uma
pessoa que o faça ou a saturação da mesma, desde que haja o espaço e sem
prejuízos na jornada do funcionário que será deslocado e também a necessidade
para o prosseguimento da operação como um todo.
Desde sempre deve ser ressaltada
a importância do grupo, e o bom senso. Neste caso, a orientação acertiva
novamente recai ao gestor.
Produtividade
x Remuneração
É necessário um patamar substancial
de remuneração, uma outra fonte de renda atrelado a algum objetivo específico e
temporário dentro da mesma, para manter um funcionário em alguma empresa em
específico.
Nome e marca de prestígio no
mercado, patrões bonzinhos, enfim, o objetivo final de qualquer trabalhador
assalariado é o salário, ou deveria ser.
Limitações servem para pessoas limitadas.
Desafie com propostas lucrativas para ambos, simplesmente aumentar comissão nem
sempre pode ter o retorno esperado. Desafios tem de serem realmente
desafiadores, com possibilidades reais de atingimento, repito para os que
somente passaram os olhos no texto e não assimilaram POSSIBILIDADES REAIS DE
ATINGIMENTO, e terem como retorno um bom retorno. Fora a brincadeira com as
palavras, a idéia é enfatizar a simplicidade da relação “desafios possíveis com
retorno interessante”. Devem existir os incentivos em momentos de safras, mas
deve existir um diferencial, nem tão grandioso, e com um retorno simplesmente
bom e seguro, que segure o empregado ao
seu lado como empresa no que resta do ano, e que este não se venda por mais
dois reais por dia no vale alimentação a outra empresa. Retorno, é dinheiro, é
beneficio, que ponha comida na mesa e que possibilite desfrutar da vida em
todas as esferas.
Não esqueça
de si próprio
“Sua vida profissional esta
começando a decolar quando sua vida pessoal deixa de existir” idéia proposta no
filme “O Diabo veste Prada”.
Não carregue loja nas costas, não
tampe furos, de o máximo de si, mas não invada e nem perca sua vida. Seja feliz
no que faz, tenha gosto pelo que faz, viva.
A idéia de uma equipe bem
dirigida só é atribuída aquele gestor que dirige a si como equipe, em conjunto
com os demais.
Conclusão
Do mais simples mercadinho de
esquina a maior rede de atacados, o que queremos e encontrar o que procuramos
como clientes em nosso momento cliente, entrar em um lugar agradável, ter
atendidos os nossos desejos.
A boa vontade, o interesse, a
realização com excelência dos serviços só será encontrada quando quem realiza
tem gosto em realizar, - acabo sempre tendenciando para o comercio, mas estes princípios
valem para todas relações de serviço – cabe a nos gestores e patrões buscar o
melhor de nossas empresas, apostando nas relações, essa via que é sempre de mão
dupla.
Então preservemos a vida dos nossos trabalhadores, e permitamos que eles possam viver fora dos limites da nossa empresa.

